Rob Delaney sobre “Dying for Sex”: “primeiro trabalho em que me senti realmente um ator”

Rob Delaney tem papel central em Dying For Sex, nova série que estreia nesta sexta (04.04) no Disney+. Ele vive o vizinho de Molly (Michelle Williams) — essencial nos momentos finais da vida dela, marcada por BDSM, amizade e uma delicada busca por redenção. “Foi a primeira vez que me senti, de fato, um ator […] O post Rob Delaney sobre “Dying for Sex”: “primeiro trabalho em que me senti realmente um ator” apareceu primeiro em Harper's Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.

Apr 4, 2025 - 16:36
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Rob Delaney sobre “Dying for Sex”: “primeiro trabalho em que me senti realmente um ator”

Foto: Getty Images

Rob Delaney tem papel central em Dying For Sex, nova série que estreia nesta sexta (04.04) no Disney+. Ele vive o vizinho de Molly (Michelle Williams) — essencial nos momentos finais da vida dela, marcada por BDSM, amizade e uma delicada busca por redenção. “Foi a primeira vez que me senti, de fato, um ator — e não só um comediante escalado por engano”, diz ele, que é conhecido por sua atuação na comédia e atuou na série britânica Catastrophe e no segundo filme  da franquia Deadpool

Baseada no podcast homônimo da Wondery, a trama acompanha a protagonista, uma mulher com câncer metastático que decide abandonar o casamento e viver o que resta com intensidade — e prazer. Em vez de seguir convenções ou cumprir listas de despedida, ela embarca em uma jornada sexual cheia de descobertas, guiada pela melhor amiga Nikki (Jenny Slate), com quem divide risadas, lágrimas e cenas hilárias que quebram o tabu da morte com humor e afeto. A série, criada por Elizabeth Meriwether e Kim Rosenstock. Abaixo, leia a entrevista com Delaney:

Você já esteve no Brasil?

Ainda não. Eu adoraria ir, mas nunca estive.

Seu personagem tem um papel direto na jornada da protagonista. Como você descreveria essa dinâmica e o impacto dele na história?

Muda de forma muito dramática, o que é ótimo do ponto de vista da atuação. Ele começa como um vizinho nojento, barulhento, sujo e irritante, alguém que realmente a repulsa. Mas depois eles começam a transar e passam a demonstrar ternura um pelo outro — e acabam se amando. É uma jornada selvagem, porque ele parece ser a última pessoa por quem Molly se interessaria, mas se torna uma presença importante no fim da vida dela. A relação desafia as expectativas e se torna algo realmente bonito.

Você já precisou mudar radicalmente sua vida por conta de algum acontecimento?

Sim. Há 23 anos, percebi que estava bebendo demais e que iria morrer se continuasse. Então parei e procurei ajuda, e minha vida mudou completamente. Depois, uns cinco anos mais tarde, eu estava infeliz no trabalho havia muito tempo e decidi: “Vou fazer comédia, nem que isso me mate”. Comecei a fazer stand-up e a escrever — e isso virou uma carreira pela qual sou muito grato. Foram momentos difíceis, mas que trouxeram bons resultados.

Você é conhecido pelo trabalho na comédia, mas Dying for Sex tem um tom mais dramático. Como foi essa experiência para você?

Foi educativa, calorosa, maravilhosa — e me transformou. Me bagunçou um pouco até, porque agora não quero fazer nada que não seja desafiador e bonito como esse trabalho. Foi muito especial.

Michelle Williams interpreta Molly e Jay Duplass faz o papel de Steve (Foto: Sarah Shatz/FX)

A série trata de temas sensíveis como sexualidade, doença e autodescoberta. Como você equilibrou humor e emoção na sua atuação?

Acho que sou meio psicopata — estou sempre tentando encontrar o que pode ser engraçado em qualquer situação. E já tenho quase 50 anos, então sei que o humor pode coexistir com a dor, o medo, a raiva. Não tenho medo de tentar fazer algo engraçado em momentos inesperados. Humor é bem-vindo em todas as situações da vida.

Você chegou a ouvir o podcast original ou conversar com alguém da história real?

Sim. A verdadeira Nikki participou da série, e pude conversar bastante com ela, o que foi muito útil. Não falei com mais ninguém. Já estive em hospitais e vivi experiências assim, então não senti necessidade de fazer muita pesquisa técnica. Mas falar com a Nikki foi fundamental.

Qual foi o momento mais marcante para você durante as filmagens?

Tudo o que filmamos no quarto de hospital da Molly foi muito especial — em alguns momentos, parecia até sagrado. Nunca vou esquecer aquele set enquanto viver.

Você levou algo do estúdio para casa?

Boa pergunta! Nos deram moletons com as iniciais “DFS” (de Dying for Sex), e normalmente eu acho meio brega usar esse tipo de merch, mas esse moletom eu usei muitas, muitas vezes. Então, obrigado aos produtores — provavelmente vou colocá-lo de novo quando o sol se pôr.

Você tem algum ritual antes de filmar ou para entrar no personagem?

Música. Sempre faço playlists e escuto músicas que me ajudam a acessar algo além das palavras do roteiro ou da expressão no olhar. Se você me vir acreditando no que estou fazendo, então você vai acreditar também. A música me ajuda a ativar coisas que estão além das palavras.

A série também trata de relações de amizade muito profundas. Isso te fez refletir sobre as suas?

Com certeza. A relação mais importante da série é entre Molly e Nikki. Isso me fez pensar: quem eu gostaria que estivesse comigo em momentos difíceis? E por que não dizer isso a essas pessoas agora? Qual o problema de dizer a outro pai hétero que você o ama? Qual o pior que pode acontecer? Estudos mostram que a solidão pode matar. Se você tem um amigo, diga que o ama.

Como Dying for Sex se compara a outros papéis que você já fez?

É meu trabalho favorito como ator. A única outra experiência que gostei tanto foi numa série que eu mesmo escrevi. Então, esse é o melhor trabalho de atuação para o qual fui contratado. Me fez valorizar ainda mais bons papéis e espero conseguir fazer mais coisas assim daqui pra frente.

Esse projeto te fez olhar para sua carreira de forma diferente?

Sim. Foi o primeiro trabalho em que me senti realmente um ator — e não apenas um comediante que caiu num filme por engano. Quero muito fazer mais coisas assim.

Rob Delaney caracterizado como o vizinho da protagonista (Foto: Sarah Shatz/FX)

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