Netflix lança substituta de Castlevania – e anime é imperdível
Nova produção aposta em narrativa intensa, visual marcante e conexões com os games da para conquistar o público. O post Netflix lança substituta de Castlevania – e anime é imperdível apareceu primeiro em Observatório do Cinema.


Nem toda adaptação de videogame encontra seu espaço no mundo das séries, mas quando a mistura dá certo, o resultado costuma ser memorável. Foi assim com Castlevania, que transformou a franquia da Konami em um sucesso da Netflix. Agora, uma nova aposta do streaming promete repetir esse feito.
Produzido por Adi Shankar, mesmo nome por trás da série de vampiros, Devil May Cry chega à plataforma com a missão de conquistar o espaço deixado por Castlevania. Inspirada nos jogos da Capcom, a nova animação traz o caçador de demônios Dante como protagonista de uma história que mistura drama familiar, humor ácido e batalhas coreografadas em ritmo acelerado.
A nova investida da Netflix no universo dos games
A animação acaba de chegar na Netflix e segue a estratégia tradicional do streaming de liberar todos os episódios de uma vez, favorecendo os maratonistas. É mais um movimento para ampliar seu catálogo de adaptações de games, que já inclui títulos como The Witcher e Arcane. Devil May Cry, no entanto, traz uma identidade própria que a diferencia dessas produções.
A parceria com o estúdio sul-coreano Mir garantiu à série uma direção de arte marcante, que equilibra fidelidade aos jogos com liberdade criativa. A animação não se prende apenas aos eventos já conhecidos dos games, optando por expandir a mitologia da franquia com novos personagens e uma narrativa original.
Dante, o protagonista, é retratado com toda sua irreverência e sarcasmo característicos e seu papel na trama é impedir uma invasão demoníaca liderada por um Coelho Branco que deseja abrir os portões do inferno. Em meio à missão, ele precisa lidar com alianças complicadas e com o retorno de figuras do seu passado.
Conflitos familiares e monstros bizarros
A história vai além das lutas contra demônios. Dante se depara com Lady, uma caçadora de demônios tão determinada quanto ele, mas com métodos diferentes. A dinâmica entre os dois adiciona camadas ao enredo, que ganha ainda mais profundidade com a chegada de Vergil, seu irmão gêmeo, cuja relação com Dante é marcada por ressentimentos antigos.
Esses elementos aproximam Devil May Cry do tom sombrio de Castlevania, mas a nova série aposta em um ritmo mais acelerado e em um visual menos gótico. A violência estilizada e as sequências de combate dinâmicas mantêm o público preso à tela, enquanto o roteiro equilibra cenas de humor com momentos de tensão emocional.
Para quem cresceu jogando a franquia, a série funciona como uma celebração. Referências visuais, falas icônicas e a atmosfera de caos estilizado estão presentes, mas em nenhum momento o enredo exige conhecimento prévio para ser compreendido.
Adi Shankar volta a demonstrar habilidade em traduzir mundos fantásticos para as telas. Assim como fez em Castlevania, ele respeita o material de origem sem deixar de imprimir sua própria assinatura. A ideia de um “multiverso bootleg”, mencionada pelo produtor, indica que a série deve se distanciar cada vez mais da linha cronológica dos jogos e seguir caminhos inesperados.
O resultado é uma obra que, mesmo inspirada em uma franquia consagrada, se sustenta por si só. Devil May Cry chega com o grande potencial das séries animadas baseadas em games e reforça a Netflix como um dos principais polos para esse tipo de conteúdo.
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