SP–Arte 2025 destaca novos nomes, parcerias inéditas e diálogos entre arte e design

  A SP–Arte 2025 acontece de 2 a 6 de abril no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, com mais de 200 expositores reunindo galerias, estúdios de design, instituições culturais e editoras. Nesta 21ª edição, a feira amplia a presença internacional e aposta em novos nomes do circuito nacional, como Martins&Montero, Flexa e Galatea, ao […] O post SP–Arte 2025 destaca novos nomes, parcerias inéditas e diálogos entre arte e design apareceu primeiro em Harper's Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.

Apr 2, 2025 - 20:38
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SP–Arte 2025 destaca novos nomes, parcerias inéditas e diálogos entre arte e design

Bruno Baptistelli, sem título (2023), na Luisa Strina

 

A SP–Arte 2025 acontece de 2 a 6 de abril no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, com mais de 200 expositores reunindo galerias, estúdios de design, instituições culturais e editoras. Nesta 21ª edição, a feira amplia a presença internacional e aposta em novos nomes do circuito nacional, como Martins&Montero, Flexa e Galatea, ao lado de veteranas. O setor de design ganha ainda mais protagonismo, com estreias e colaborações autorais — entre elas, peças de Ronald Sasson, Mariana Amaral, Ana Neute e Guilherme Wentz.

Entre os destaques estão a exposição Inteligência Material, curada por Livia Debbane e Camilo Oliveira, o programa Múltiplos do Inhotim com obra inédita de Paulo Desana e a instalação interativa Mãe Universal, do projeto YM – Your Mom, com talk em parceria com a UNESCO. Segundo a fundadora Fernanda Feitosa, em entrevista à Folha de S. Paulo, a presença de mais de 70 colecionadores internacionais marca um novo momento de visibilidade global para a arte brasileira, impulsionado por nomes como Adriana Varejão, Regina Silveira, Lucas Arruda e Tadáskia em cartaz no exterior. Veja, abaixo, os destaques!

DUPLA COMBINAÇÃO
Lucas Jimeno Dualde estreia na SP-Arte 2025 com a marca Dualde Cornelsen, ao lado de Pali Xisto Cornelsen, e assina também a expografia do estande da Galeria Galatea, concebido como a casa de um colecionador. A dupla apresenta três coleções de móveis desenvolvidas entre Brasil, EUA e Espanha, combinando marcenaria refinada, tecidos expressivos e referências que vão do modernismo brasileiro a nomes como Isamu Noguchi e Angelo Mangiarotti. Estande F06

DISCURSO POTENTE
Na semana em que completa um ano de atividades, a Martins&Montero destaca três projetos em seu estande: obras do coletivo Labinac, de Maria Thereza Alves e Jimmie Durham; uma nova série de fotografias de Dalton Paula; e trabalhos do artista Dnilson. Estande C06

ENCONTROS
A Galeria Luisa Strina apresenta um recorte que cruza gerações e linguagens, com obras de Cildo Meireles, Anna Maria Maiolino, Fernanda Gomes, Brisa Noronha, Panmela Castro, Luísa Matsushita e outros artistas de seu elenco. A seleção reúne pintura, escultura, fotografia e instalação. Estande E03

ALÔ PAIXÃO
Criada por Alan Strozenberg, com curadoria de Everard Findlay, a experiência Mãe Universal ocupa o terceiro piso da Bienal com uma cabine telefônica onde o público é convidado a fazer uma ligação simbólica. Ao final, cada visitante recebe um adesivo em formato de coração para colar em um mapa-múndi. A ativação conta com colaborações dos artistas Molly Findlay e Daniel Moreno. Estande no Piso 3

POINT
O Rosewood São Paulo leva para a feira uma curadoria de obras e objetos que dialogam com sua coleção permanente. Entre os destaques estão criações inéditas de Caligrapixo e Virgílio Neto, além de itens assinados por marcas como Ecoarts Amazônia e Dassa Danna. Lounge no 3º andar

MISCELÂNEA
A Zipper Galeria marca presença em dois espaços: no estande F09, exibe trabalhos recentes de artistas como Janaina Mello Landini, Ivan Grilo, Jessica Costa, Laura Villarosa e Flávia Junqueira; no estande C08, apresenta obras de nomes consagrados da arte brasileira, como Leonilson, Mira Schendel, Nelson Leirner, Os Gêmeos e Cruz-Diez. Estandes F09 e C08

“Te conto nos olhos”(2025), de Ivan Grilo, na Zipper

PASSADO PRESENTE
A Danielian Galeria exibe pela primeira vez desde o século XIX a pintura Aquaduct at Rio de Janeiro (c.1816–1817), de Nicolas Antoine Taunay, localizada recentemente em Paris. No mesmo espaço, também estão uma natureza-morta de Suzanne Valadon, uma escultura de Joan Miró e a obra Os Pares (1999), de Beatriz Milhazes. Estande C03

CONTEMPORÂNEOS
A Gomide & Co reúne obras de Alfredo Volpi, Louise Bourgeois, Eduardo Chillida, Adriana Varejão, León Ferrari, Mira Schendel e Tunga, além de nomes em diferentes fases de carreira, como José Leonilson, Nilda Neves, Megumi Yuasa e Nicolai Dragos. A seleção inclui pintura, escultura, instalação e trabalhos gráficos. Estande B10

FRESCOR URBANO
Com espírito colaborativo e o frescor da arte urbana, a Choque Cultural tem uma agenda que inclui tardes de autógrafos, conversas e obras inéditas de artistas como Daniel Melim, Alê Jordão, Tec e Narcélio Grud. O estande F19, no primeiro andar, reúne também criações de nomes como Adam Neate, Rafael Silveira, Mariana Martins, Presto e Bijari — tudo apresentado em um grande painel site-specific, feito em colagem gráfica, como um mural vivo da história da galeria. Estande F19

TRAMA PARALELA
Luciana Brito Galeria apresenta obras que exploram os limites da pintura e seus desdobramentos em outros suportes, materiais e linguagens. A seleção contempla artistas como Marina Abramovic, Liliana Porter, Bosco Sodi, Iván Navarro e Antonio Pichillá, além de nomes brasileiros como Regina Silveira, Campana, Gabriela Machado, Afonso Tostes e Caio Reisewitz. O conjunto propõe um diálogo entre tradição pictórica e investigações contemporâneas sobre forma, espaço e corpo. Estande F03

PASSADO ATUAL
A Almeida & Dale ocupa dois estandes na feira com uma seleção que articula obras de artistas em atividade com trabalhos históricos da arte brasileira do século 20. Entre os nomes apresentados estão Armando Reverón, Paulo Pasta, Rubem Valentim, Tunga, Beatriz Milhazes, Tatiana Blass, José Damasceno, Ana Elisa Egreja, Mariana Palma, além dos internacionais Gabriel Orozco e Amoako Boafo. Estandes A1 e F7

O SEGREDO
A Artefacto apresenta a coleção Arcanum, assinada por Patricia Anastassiadis. Dez peças fazem sua estreia na feira, incluindo o aparador Arco em versão de madeira e os vasos Pegasus, em vidro artesanal, com alça em forma de asa — alusão ao cavalo alado da mitologia. Estande F07

Coleção Arcanum, de Patricia Anastassiadis, para a Artefacto (Foto: Divulgação)

DELICADEZA X BRUTALIDADE
Pedro Ávila apresenta a série Delicadeza e Brutalidade, composta por móveis e esculturas que tensionam opostos como romance e violência, beleza e agressão. Mármore, aço inox, pergaminho, bronze e madeira aparecem em composições que abordam o processo de criação como gesto extrativo, entre força e fragilidade. Estande D05

DESENHO ESCULTURAL
A nova coleção da Tecline em parceria com Ronald Sasson chega à SP–Arte evocando paisagens icônicas como o Kilimanjaro e o Mauna Kea. As poltronas exploram verticalização extrema, linhas limpas e o uso do inox em diálogo com textura e temperatura, em peças que combinam minimalismo e impacto visual. A série é dividida em duas sequências: enquanto uma segue para Milão, a outra estreia na Bienal. Estande DS02

FORÇAS DA NATUREZA
Do sertão ao sul do Brasil, da renda Renascença à luz derretida de um planeta em colapso: a Itens, marca de iluminação, reúne design autoral, saberes ancestrais e crítica contemporânea em seis novas coleções que estreiam na SP–Arte 2025. Entre os destaques estão a Redoma, de Ana Neute, feita em parceria com rendeiras da Aldeia de Carapicuíba; Maria Bonita, homenagem à força feminina nordestina; e Vida, de Mariana Prestes, inspirada no Cardeal-Amarelo, ave ameaçada do bioma Pampa. As peças unem vidro soprado, latão, LED e narrativas locais em luminárias que são também declarações de identidade e resistência. Estande DS27

MAGIA TRANSPARENTE
A Galeria Vermelho participa da SP–Arte 2025 com uma seleção que destaca a obra Magia Transparente (1972), de Claudia Andujar — apresentada ao mercado pela primeira vez. Trata-se de uma das raras peças únicas da carreira da artista, marcada pelo experimentalismo com filtros de acrílico que criam cenas dentro de cenas, em diálogo com o espírito libertário e lisérgico dos anos 1970. Também integra a seleção a série Tríades, de Chiara Banfi, que investiga as conexões entre harmonia musical, geometria sagrada e arquétipos universais.

ARQUÉTIPOS
Vik Muniz estreia no design de mobiliário com a coleção Arquétipos, apresentada na SP–Arte em parceria com a +55design. Inspirada na infância do artista — mais precisamente na avó costureira e em casas de boneca —, a coleção mistura croquis feitos com inteligência artificial a materiais como linho, madeira e pedras naturais. Sofás com costuras exageradas, mesas em formato de botões e pufes que lembram novelos de lã criam um universo lúdico, onde escala, memória e ilusão se entrelaçam com sofisticação e afeto.

Coleção Arquétipos marca a chegada de Vik Muniz ao design (Foto: Divulgação)

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