Qual o melhor lubrificante para a vagina? Sexóloga revela!

Saiba quais produtos usar e as causas mais frequentes de ressecamento vaginal

Mar 27, 2025 - 23:51
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Qual o melhor lubrificante para a vagina? Sexóloga revela!

A lubrificação vaginal é importante para que o sexo aconteça de forma prazerosa. Mas, caso precise do auxílio de um lubrificante na hora H, qual escolher? A ginecologista, obstetra é sexóloga Erica Mantelli esclarece as principais dúvidas nesse assunto.

Qual lubrificante escolher?

Os lubrificantes à base de água são mais recomendados, pois são menos agressivos e não danificam o látex e o material do preservativo. “Também são os que menos causam irritação ou alergia na região. Os lubrificantes com base siliconada são mais resistentes, podendo levar a um conforto maior, porém são mais difíceis de retirar e não são compatíveis com alguns brinquedos, podendo danificar o material. Por isso, é importante ler o rótulo, entender a compatibilidade e se existe a possibilidade de ocorrer alguma alergia com a base siliconada”, detalha a ginecologista.

Lubrificantes são importantes para manter o conforto na hora do sexo
Lubrificantes são importantes para manter o conforto na hora do sexoPantynova/Divulgação

Ela conta que lubrificantes à base de petróleo e bases muito oleosas aumentam o risco de infecção e sensibilidade da região, inclusive com a ruptura do látex.

“Tome cuidado com lubrificantes com excesso de materiais como ftalatos ou parabenos, pois estes componentes são prejudiciais à saúde íntima, provocando infecções e distúrbios hormonais. É muito importante a leitura do rótulo a fim de evitar usar bases de petróleo”.

Não tem lubrificante, e agora?

Pode acontecer de você se deparar com a falta de um lubrificante no momento da transa – seja por ter acabado ou estar em um local em que não seja possível obtê-lo. O que fazer nestes casos?

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Na falta de lubrificante íntimo, óleo de coco pode ser utilizado
Na falta de lubrificante íntimo, óleo de coco pode ser utilizadoTowfiqu Barbhuiya/Pexels

Uma solução caseira e natural é o óleo de coco, que possui ação antifúngica e pode proporcionar maior conforto durante a relação sexual. No entanto, ele não é compatível com preservativos de látex, podendo causar rompimento.

“Se a mulher utiliza o preservativo como método contraceptivo, o óleo de coco não é recomendado. Contudo, para mulheres na menopausa, que utilizam outros métodos contraceptivos ou cujos parceiros fizeram vasectomia e, consequentemente, não usam preservativos de látex, o óleo de coco pode ser uma opção para essa finalidade”, explica a médica da Clínica Mantelli.

Nada de vergonha

Muitas sentem vergonha de expor que precisam do auxílio do lubrificante vaginal. Mas é importante deixar o (a) parceiro (a) ciente. “É essencial o casal entender que o nosso corpo passa por fases e ter essa comunicação. O ressecamento vaginal não tem nada a ver com o desejo que ela tem pelo parceiro ou que a relação mudou entre o casal. É comum na menopausa, por exemplo, necessitar do uso do lubrificante”.

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É importante conversar sobre o desconforto na hora do sexogpointstudio/Freepik

A ginecologista alerta para os riscos de sofrer em silêncio. “Mulheres que sentem dor durante a relação sexual, sofrem com ressecamento vaginal intenso e, por alguma razão, não utilizam lubrificante (seja por opção própria ou por impedimento do parceiro), podem desenvolver traumas locais com fissuras no introito vaginal (entrada da vagina). Isso aumenta a probabilidade de infecções e intensifica a dor durante o sexo, podendo levar a outras disfunções sexuais, como a diminuição da libido e da lubrificação, além de exacerbar a dor.”

Quando procurar ajuda médica?

Erica lembra que, quem tem dificuldade persistente na lubrificação deve, antes de tudo, passar por uma avaliação ginecológica para investigar as causas.

“Muitas vezes essa diminuição da lubrificação pode estar relacionada com alterações hormonais, muito frequentes pós-parto, durante o aleitamento materno ou até mesmo no momento de menopausa precoce ou menopausa, podendo estar relacionada com infecções vaginais recorrentes e outros problemas de saúde, incluindo até mesmo alterações hormonais e alterações da tireoide.”

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